sexta-feira, 18 de julho de 2008

Cientistas apresentam projeto de trem que flutua


Proposta foi exibida em reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. Projeto seria a solução para melhorar o trânsito das grandes cidades.

Um trem que flutua é a proposta de pesquisadores brasileiros para melhorar o trânsito nas grandes cidades. O projeto foi apresentado na reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, em Campinas, a 93 km de São Paulo.

O mesmo efeito físico que faz um pequeno bloco de cerâmica levitar sobre um imã pode fazer um trem deslizar. Condutores de cerâmica são ativados por nitrogênio líquido a menos de 200º C. Em contato com a base de imã, ganham poderes magnéticos que fazem vagões inteiros levitar.

Trem Bala - Projeto de trem-bala promete RJ-SP em 80 minutos Projetos parecidos já viraram realidade no Japão e na Alemanha. Mas o formato brasileiro, desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro é inédito no mundo. A forma de sustentação é diferente: auto-sustentável, mais simples, apenas com o diamagnetismo, enquanto os outros precisam de alguma sustentação extra.

Os cientistas acreditam que o projeto pode revolucionar o sistema de transporte no Brasil. Entre as vantagens estão o baixo custo de implantação, um sistema ecologicamente correto e o menor consumo de energia.

Mais leves e compactos, os trens voadores podem ser adaptados com facilidade aos contornos urbanos. Uma ótima alternativa ao metrô. Custariam apenas um terço do valor e consumiriam só 4% da energia. Sem ruídos e nem emissão de poluentes.
“Uma vez levitando, sem atrito, eu preciso apenas de um empurrão inicial”, explicou o pesquisador Richard Stephan. (G1 - 17/06/08)

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Segredo de violino Stradivarius está na madeira, diz estudo


Cientistas holandeses descobriram que o segredo da qualidade do som dos famosos violinos Stradivarius está na homogeneidade da densidade da madeira usada na fabricação dos instrumentos.

O estudo comparou tomografias feitas da madeira usadas em cinco violinos antigos - produzidos há cerca de 300 anos pelos famosos luthiers Antonio Stradivari e Guarneri Del Gesu - com oito modelos mais modernos. Os resultados indicaram que, de maneira geral, a densidade da madeira da tampa (abeto) e da caixa (ácer) dos instrumentos é a mesma.
No entanto, os exames demonstraram que os violinos antigos têm uma densidade mais homogênea do que os modernos, que apresentam densidade mais inconsistente. "Essa diferença na rigidez do instrumento poderia afetar a vibração do violino e modificar a radiação do som", diz o estudo, liderado pelo cientista Berend Stoel, da Universidade de Leiden.
Segundo os pesquisadores, a diferença na densidade explicaria porque, "em um consenso geral, nenhum luthier foi capaz de replicar a qualidade sonora dos violinos Stradivarius".
O estudo, publicado na edição desta quarta-feira da revista científica Public Library of Science One, ressalta ainda que as variações de densidade estariam relacionadas com o plantio de árvores que fornecem as madeiras. De acordo com a pesquisa, as árvores que crescem durante os meses da primavera tem uma densidade menos homogênea do que as que crescem durante o verão e o inverno.
No caso do Stradivarius, por exemplo, houve ainda um outro fator que pode ter contribuído para a densidade da madeira usada na fabricação dos instrumentos. No início de 1700 – período de fabricação dos violinos - houve uma redução da atividade solar que resultou em um período de frio intenso e fez com que as árvores crescessem mais lentamente e sendo submetidas a menos variações de temperatura.
Segundo o estudo, as descobertas sobre a homogeneidade da densidade das madeiras pode ajudar na "réplica das qualidades tonais desses instrumentos antigos". Antonio Stradivari iniciou a fabricação dos violinos em 1860, na cidade de Cremona, na Itália. No total, o luthier criou mais de mil instrumentos, entre violoncelos, violinos e violas e até uma harpa. Destes, apenas 650 ainda existem e são procurados por colecionadores e instrumentistas do mundo todo.
Em 2006, um violino Stradivarius conhecido como The Hammer foi vendido em um leilão por US$3,5 milhões (R$5,5 mi). (BBC-02/07/08).