segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Percloratos inibem a vida em Marte


Os cientistas da Nasa estão preocupados com a confirmação da existência de percloratos em Marte, que também dizem ter H2O. Os percloratos são oxidantes e inibem, pelo menos aqui em nosso planetinha, a vida microbiana.

Sempre gostei de trabalhar com percloratos, embora a comercialização seja controlada pelo Exército. Com jeitinho, dá para isolar percloratos de alguns fertilizantes.

Eles são imprencedíveis para a fabricação de combustíveis para foguetes e também servem para fabricar explosivos. Acredite, o airbag do seu carro só funciona por causa deles. O mais legais são o de amônia e potássio.
Cabe mais uma explicação: Kalium (latim) é potássio, por isso o símbolo químico K; Argentum (prata) símbolo Ag; Natrium (sódio) símbolo Na. Aurum (ouro) Au; Plumbum (chumbo) Pb.
Ei-los:

Perclorato de amônia, NH4ClO4
Perclorato de césio, CsClO4
Perclorato de lítio, LiClO4
Perclorato de magnésio, Mg(ClO4)2
Perclorato de potássio, KClO4
Perclorato de rubídio, RbClO4
Perclorato de prata, AgClO4
Perclorato de sódio, NaClO4

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Hubble registra colisão de galáxias

Para comemorar os 19 anos do Hubble, a Nasa (agência espacial americana) e a Agência Espacial Europeia divulgaram uma série de imagens feitas pelo telescópio espacial que mostram um incomum sistema interligado de galáxias.
O sistema, que recebeu a designação Arp194, engloba várias galáxias e um rastro azul de estrelas, gás e poeira que se estende por mais de 100 mil anos-luz. Os núcleos de duas galáxias podem ser vistos no topo da imagem durante o processo de fusão. A brilhante causa azulada que surge no meio das duas é composta de várias estrelas recém-nascidas. O fenômeno geralmente ocorre quando duas galáxias se chocam. A cauda azul parece conectar uma terceira galáxia, na parte de baixo, mas esta se localiza de fato ao fundo e não está relacionada com o sistema. A ilusão ocorre por causa do alto poder de resolução das imagens do Hubble.
Localizada na constelação de Cepheus, o Arp194 está distante cerca de 600 milhões de anos- luz da Terra e é um dos vários sistemas conhecidos de galáxias que se mesclam e fundem. As imagens foram feitas em janeiro de 2009 utilizando filtros azuis, verdes e vermelhos simultaneamente. O Hubble foi lançado no espaço pela Nasa no dia 24 de abril de 1990. Desde então já captou mais de 570 mil imagens de 29 mil corpos celestes.(BBC).

terça-feira, 14 de abril de 2009

Brasil é o país que melhor aceita o divórcio



Uma pesquisa conduzida em 35 países por especialistas da Universidade de Granada, na Espanha, indica que o Brasil é o país que melhor aceita o divórcio. Segundo o estudo, publicado esta semana na Revista Espanhola de Investigações Sociológicas, 85% dos entrevistados no Brasil acham que quando o casamento está mal, a saída é a separação. Apenas 12% se disseram a favor de se manter o casamento mesmo em situação de grave crise.
Na listagem dos países que mais aceitam o divórcio, o Brasil vem seguido por Espanha, Portugal, Áustria e Chile. O país em que o divórcio é menos aceito como a melhor alternativa para um casamento problemático é o Japão, onde apenas 30% dos entrevistados disseram concordar com a separação. Filipinas, Estados Unidos, Nova Zelândia e Suécia também foram países que manifestaram baixos índices de apoio ao divórcio.
Segundo o autor do estudo, o professor de Sociologia Diego Becerril Ruiz, os mais favoráveis ao divórcio são pessoas na faixa entre 25 e 45 anos. Os perfis mais comuns entre aqueles que não veem o divórcio com bons olhos são os de crentes que vão com frequência à igreja, viúvos, maiores de 65 anos e menores de 15 anos. "Os mais novos, ao contrário do que possa parecer, formam a maioria dos que estão em desacordo", disse Ruiz. "Talvez porque pertençam a gerações que nasceram e cresceram dentro do divórcio e viveram em maior ou menor medida os processos de ruptura", afirmou Becerríl nas conclusões do estudo.
A pesquisa foi baseada em entrevistas e estudos sobre famílias e comportamento nas sociedades internacionais entre 1994 e 2007. Os especialistas concluem que "as sociedades estão evoluindo na aceitação dos processos de ruptura". Ainda segundo os resultados do estudo, o perfil médio dos entrevistados globais a favor do divórcio é o de mulheres maiores de 25 anos, com formação superior, ideologia de esquerda e pouco participante de cerimônias religiosas. (BBC)

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Mulheres gastam mais no período pré-menstrual, diz estudo


As mulheres tendem a fazer compras extravagantes e por impulso dez dias antes da menstruação, segundo um estudo realizado na Grã-Bretanha. A pesquisa da Universidade de Hertfordshire mostra que neste período do ciclo menstrual, conhecido como fase lútea, as mulheres têm menos controle sobre seus gastos.
Segundo Karen Pine, a principal autora do estudo, esse comportamento pode ser uma maneira de lidar com as emoções negativas geradas pela tensão pré-menstrual (TPM). "Quanto mais perto da menstruação, maior a tendência das mulheres em gastar mais do que podem", disse a cientista. 'Enfeite' A equipe de Pine entrevistou 443 mulheres com idades entre 18 e 50 anos sobre seus hábitos de compras. Quase 60% de 153 voluntárias que estavam na última fase do ciclo menstrual admitiram ter feito uma compra por impulso. Mais da metade delas disse ter gasto mais de 25 libras, enquanto algumas assumiram uma despesa de mais de 250 libras. Muitas também confessaram ter sentido remorso. Os pesquisadores descobriram também que a maioria dos itens consumidos neste período era para enfeite, como joias, maquiagem e sapatos de salto alto.

"O comportamento de comprar tende a ser a uma reação às intensas emoções que afloram na fase lútea", explicou Pine. "As mulheres se sentem deprimidas ou estressadas, e tendem a ir às compras para se sentir melhor." Segundo ela, essas emoções surgem por causa das variações hormonais durante o ciclo menstrual. "As mulheres sofrem picos e flutuações em hormônios que afetam a parte do cérebro ligada às emoções e ao controle inibitório", afirmou Pine. A cientista vai apresentar o estudo em uma conferência da Sociedade Britânica de Psicologia nesta semana. Estudos anteriores já haviam mostrado que as mulheres tendem a se vestir melhor durante o período fértil. (BBC).


quinta-feira, 12 de março de 2009

Acidificação dos mares pode causar extinção em massa, alertam cientistas


Cientistas britânicos advertiram em um Congresso sobre Mundanças Climáticas em Copenhage, na Dinamarca, que as emissões de dióxido de carbono produzidas pela queima de combustíveis fósseis estão tornando os oceanos mais ácidos, o que pode provocar uma extinção em massa de espécies marinhas.

Carol Turley do Laboratório Marinho de Plymouth, no sul da Inglaterra, disse que é impossível saber como a vida marinha vai reagir, mas ela teme que várias espécies não sobrevivam.

Desde a Revolução Industrial, no século 18, as emissões de CO2 já elevaram a acidez dos mares em mais de 30%, de acordo com pesquisadores.

"Eu estou muito preocupada com os ecossistemas dos oceanos, que atualmente são produtivos e diversificados", disse Turley à BBC. "Eu acredito que nós podemos estar caminhando para uma extinção em massa, pois esse ritmo de mudanças nos oceanos não é visto desde o tempo dos dinossauros", afirmou.

"Isto pode ter um grande impacto na segurança alimentar. É realmente imperativo reduzirmos as emissões de CO2."

Conchas

O problema mais acentuado é para criaturas que precisam de um ambiente alcalino para produzir conchas e carapaças formadas por cálcio. Testes de laboratório sugerem que as estrelas do mar podem desaparecer até o final do século se atual tendência de emissões continuar.

Os cientistas receiam que os mariscos também não consigam suportar o aumento da acidez.

Turley disse: "As coisas vão mudar. Nós não sabemos ainda exatamente como."

Andy Watson, biólogo marinho da Universidade de East Anglia, acredita que mudanças climáticas e pesca excessiva podem trazer sérios danos aos oceanos ainda antes dos efeitos da acidificação. Ele condena o aumento da emissão de CO2 resultante de atividades humanas, mas destaca que a acidez oceânica também pode flutuar naturalmente.

Ele imagina que algumas criaturas podem se adaptar às mudanças ao longo do tempo.

"Em várias experiências que estão sendo feitas no momento, são provocadas mudanças repentinas. O CO2 ou a acidez são aumentados rapidamente, por exemplo."

"Claro que isso não é realmente o que vai acontecer no mundo real. Ao invés disso, haverá uma elevação gradual do CO2 e da acidez. E nós não sabemos se os organismos poderão se adaptar ou o quão rápido poderão fazer isso", disse Tony Knapp, diretor do instituto BIOS, nas Bermudas, onde são feitas algumas das medições da acidez dos oceanos.

Knapp defende sua conclusão de que o aumento recente da acidez foi causado por emissões de CO2 resultantes da queima de combustíveis fósseis. "Levou muito tempo para que eu me convencesse. Sou um cético por natureza. Mas se olharmos para os dados recolhidos (...) na verdade não se pode chegar a outra conclusão", afirmou.

Sem adaptação

Como exemplo para suas previsões sobre os efeitos da acidificação nos oceanos, os cientistas citam a ilha de Ischia, na Baía de Nápoles, Itália. Ali, os cientistas encontraram indícios de que várias criaturas não vão conseguir se adaptar à crescente acidificação.

A água do mar em volta de parte da ilha é mais ácida há milhares de anos por causa de emissões de CO2 por aberturas vulcânicas que borbulham no leito marinho.

Se a pesquisa em Ischia apresentar uma imagem precisa do futuro dos oceanos, as perspectivas para os organismos que formam conchas são sombrias.

"Nós estamos muito preocupados", disse Jason Hall-Spencer, da Universidade de Plymouth, que estuda o local. "As mudanças aqui claramente tornaram a vida impossível para criaturas que formam conchas."

"Quando você começa a mexer num ecossistema complexo, é impossível prever o que vai acontecer."

O ambiente na ilha italiana serve para dar uma idéia de quais as espécies que sairão ganhando e perdendo por causa dos altos níveis de acidez. Algumas algas marinhas podem se desenvolver mais em um ambiente altamente fertilizado com CO2. (BBC)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Cientistas confirmam: olhar e sorrir garantem a conquista



Rio - Uma pesquisa feita por psicólogos da Universidade de Aberdeen, da Escócia, concluiu que na hora da conquista não é necessário ser fisicamente atraente. É preciso apenas olhar nos olhos e sorrir. O estudo concluiu também que esses "signos sociais" são indicativos de que realmente gostamos do outro. Por isso, nem perca tempo com quem não fixa o olhar em você e nem sequer expressa uma manifestação nos lábios.
"Se combinarmos a informação que temos sobre a beleza física de uma pessoa com a constatação de que parecemos atraentes para ela, isso permitirá saber quanto esforço se deve colocar na relação", afirma Ben Jones, coordenador da pesquisa. "Em outras palavras, é possível saber se devo mesmo cortejar alguém que não tem qualquer intenção de corresponder às minhas expectativas", completa. Não se trata de beleza
Ainda que pesquisas anteriores tenham demonstrado que o que consideramos beleza natural são características físicas como a simetria facial e o tom de voz, esse estudo sugere que a fascinação entre duas pessoas pode ser muito mais complexa que isso. Os resultados foram baseados em um teste feito com 230 homens e mulheres. Os pesquisadores pediram para que os voluntários olhassem cartões com a imagem de rostos com expressões variadas. As imagens mostravam pessoas que faziam contato visual, sem sorrir; que não olhavam nos olhos, mas sorriam; que não mantinham contato visual e nem sorriam; e, finalmente, pessoas que olhavam nos olhos e também sorriam. Depois, os participantes tinham que qualificar o grau de atração que sentiram por aqueles rostos.
Segundo Jones, a maioria dos participantes considerou como a imagem mais atraente aquela que olhava diretamente nos olhos e sorria. Ou seja, a atração seria uma combinação de beleza natural com "signos sociais", que podem ser um olhar, um sorriso e até mesmo a declaração verbal. De acordo com os pesquisadores, o trabalho demonstra que o que consideramos como atraente está relacionado com a forma como esse indivíduo se comporta e quanto interesse parece sentir por nós. (Terra)

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Cientistam "teletransportam" informações


Pela primeira vez, cientistas conseguiram teletransportar informações entre dois átomos separados por cerca de um metro - um avanço significativo na busca global por um método de quântico de processamento de dados.
O teletransporte pode ser a forma mais misteriosa de transporte da natureza: informação quântica, como o "spin" de uma partícula ou a polarização de um fóton, é transferida de um lugar para outro, sem viajar por nenhum meio físico. Cientistas já tinham conseguido anteriormente o teletransporte entre fótons a distâncias bastante grandes, entre fótons e conjuntos de átomos e entre dois átomos próximos, através da ação intermediária de um terceiro.
Nenhuma dessas experiências, no entanto, proporcionava os meios de exploração e controle da informação quântica através de longas distâncias. Agora, uma equipe do Joint Quantum Institute (JQI) da Universidade de Michigan e de Maryland conseguiu, com sucesso, teletransportar o estado quântico de um átomo diretamente para outro, através de uma distância significativa. Essa capacidade é necessária para sistemas de quânticos de processamento de dados, porque eles irão exigir armazenamento de memória tanto no lado do emissor quanto do receptor da transmissão.
Na edição desta sexta-feira, 23, da revista Science, os cientistas relatam que, usando o seu protocolo, a informação teletransportada de átomo a átomo pode ser recuperada com precisão de cerca de 90% - e esse número pode ser melhorado.
"Nosso sistema tem o potencial de formar a base para um 'repetidor quântico' em larga escala que ligue memórias quânticas a longas distâncias", disse o líder do grupo, Christopher Monroe. "Além disso, nossos métodos podem ser usados juntamente com operações em bits quânticos, para criar o elemento-chave necessário para a computação quântica." Um computador quântico poderia realizar certas tarefas, como encriptação, cálculos e pesquisas de bancos de dados gigantes consideravelmente mais rápido que as máquinas convencionais. O esforço para conseguir um modelo que funcione é uma questão de grande interesse por todo o mundo.
O teletransporte funciona devido a um fenômeno quântico chamado "emaranhamento", que apenas ocorre na escala atômica e subatômica. Uma vez que dois objetos são colocados em um estado de emaranhamento, suas propriedades são intimamente entrelaçadas. Embora essas propriedades não sejam reconhecíveis até que uma medição seja feita, medir qualquer um dos objetos imediatamente determina as características do outro, não importando quanto estejam longe um do outro.
"Um aspecto particularmente atraente de nosso método é que ele combina vantagens únicas tanto de fótons quanto de átomos", disso o pesquisador. "Fótons são ideais para transferir informação rapidamente através de longas distâncias, enquanto átomos oferecem um meio valioso para armazenamento de memória quântica. A combinação representa uma arquitetura atraente para um 'repetidor quantico', que permitiria que informação quântica fosse comunicada a distâncias muito maiores do que pode ser feito apensa com fótons. Além disso, o teletransporte de informação quântica dessa maneira poderia formar a base de um novo tipo de rede clássica para determinadas tarefas." (www.estadao.com.br)