sexta-feira, 27 de junho de 2008

Solo de Marte pode abrigar vida


Cientistas da agência espacial americana, a Nasa, acreditam que o solo de Marte possui nutrientes suficientes para propiciar o desenvolvimento de vida.

Uma análise preliminar da terra do planeta, feita pela sonda Phoenix, descobriu que o solo é mais alcalino do que se esperava e contém traços de magnésio, sódio e potássio, além de outros elementos. Cientistas se disseram "espantados" com a descoberta. "Nós basicamente achamos o que parecem ser os requisitos necessários, os nutrientes, para suportar vida, seja no passado, presente ou futuro", disse o químico Sam Kounaves, da Universidade de Arizona, que participa do projeto.

Kounaves disse que ainda são necessários mais testes, mas que já se determinou que não há nada tóxico no solo. "É o tipo de solo que você provavelmente encontraria no seu jardim, alcalino. Você poderia até plantar aspargos nele."

Plantação de aspargo


A análise foi feita em um centímetro cúbico de solo retirado de 2,5 cm abaixo da superfície de Marte. A terra foi retirada com braço robótico da sonda. O material foi então testado com a técnica de "química úmida", que envolve misturar solo com água trazida da Terra e aquecer o material em um dos oito fornos da sonda. A Phoenix aterrissou em Marte depois de uma viagem de dez meses. O estudo geológico do planeta vai durar três meses. Acredita-se que o local onde a Phoenix aterrissou possa ter grandes quantidades de água abaixo da superfície. Na semana passada, cientistas disseram que tinham certeza de que existe água no planeta. Até o momento, a sonda não detectou nenhum sinal de carbono orgânico, um outro elemento fundamental para a vida. (BBC)

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Cientistas descobrem três exoplanetas 'super-Terras'


NANTES, França (AFP) - Três exoplanetas um pouco maiores do que a Terra, denominados "super-Terras", foram detectados em torno de uma mesma estrela por uma equipe de astrofísicos suíços e franceses que revelou sua descoberta nesta segunda-feira, em Nantes (oeste da França).

Equipe do Observatório da Universidade de Genebra (Unige) apresentou três exoplanetas com massa 4,2, 6,7 e 9,4 vezes maior que a da Terra, gravitando em torno da estrela HD 40307, situada a 42 anos-luz do nosso planeta. "A estrela está muito próxima, é quase nossa vizinha", explicou Michel Mayor, astrônomo de Genebra e descobridor do primeiro exoplaneta em 1995.

Os astrônomos também anunciaram ter encontrado duas "super-terras" em torno de duas outras estrelas, sendo uma com 7,5 vezes a massa da Terra em torno de HD 181433. Mais de 270 exoplanetas já foram registrados em torno de estrelas, mas eles eram até hoje, em sua maioria, grandes demais para serem comparados à Terra, do tamanho de Saturno ou de Júpiter. As últimas "super-Terras" foram detectadas graças ao espectrógrafo HARPS, um instrumento de ponta concebido e construído no Observatório da Unige e instalado sobre um dos telescópios de La Silla, no Chile. Ele já permitiu a descoberta de 45 planetas de menos de 30 vezes a massa da Terra, indicaram os astrônomos nesta segunda-feira.

"Sabemos atualmente que talvez quase todas as estrelas têm planetas que giram em torno delas. O que anunciamos nesta segunda-feira é que seguramente existem planetas muito pequenos, ou seja, quatro vezes menos a massa da Terra", explicou Michel Mayor. "Em torno das estrelas, sem dúvida em um ou dois anos, descobriremos planetas habitáveis", assegurou Stephane Udry, outro membro da equipe da Universidade de Genebra (16/06/08)

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quinta-feira, 12 de junho de 2008

A nova classe dos plutóides


Planetas anões na região agora receberão denominação em homenagem ao ex-planeta.
Plutão foi 'rebaixado' após decisão da União Astronômica Mundial em 2006.
Ele foi rebaixado ao deixar de ser planeta, mas Plutão agora vai dar nome à nova classe de corpos celestes de seu tipo. Os "planetas anões" como ele passarão a se chamar "plutóides".
Plutão deixou de ser considerado um planeta em agosto de 2006 durante reunião da União Astronômica Mundial. Mais tarde, em junho de 2007, os astrônomos descobriram que ele sequer era o maior dos planetas anões. O vizinho Éris (antigamente apelidado de "Xena") é maior que ele. Agora, os astrônomos aprovaram uma compensação a tanto rebaixamento e resolveram chamar toda essa categoria de "plutóides".
A definição diz que plutóides são corpos celestes em órbita do Sol, mais distantes que Netuno, que têm massa suficiente para sua gravidade criar uma forma quase esférica e que não conseguiram limpar a vizinhança em torno de sua órbita. Com isso, o planeta anão Ceres não terá direito à nova nomenclatura, uma vez que ele fica no cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter -- os cientistas acreditam que ele é o único de seu tipo. Até agora, apenas Plutão e Éris preenchem esses requisitos. Os especialistas acreditam que mais plutóides serão encontrados no futuro. G1 - 12/06/08

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Cientistas alemães criam goleiro 'imbatível'


Cientistas alemães da Universidade de Stuttgart desenvolveram um goleiro computadorizado que pode se movimentar a uma velocidade de até 60 quilômetros por hora para defender o gol.



“O Goalias é melhor do que qualquer goleiro da Bundesliga (primeira divisão do futebol alemão)”, promete orgulhoso o pesquisador Mathias Maurmeier. “Ele pode agarrar os chutes nos cantos a uma velocidade que nenhum profissional alcança”, disse ele. Goalias é feito de uma placa de metal recortada em forma de homem e se locomove sobre um trilho de um lado para o outro. Sem mãos para desviar as bolas, o goleiro usa o corpo inteiro para fazer as defesas.

Assim que o jogador chuta, três câmeras identificam e seguem a bola durante seu trajeto enquanto um programa de computador tem 400 milisegundos para calcular onde ela vai acertar. Seus movimentos são impulsionados por dois motores elétricos, podendo atingir até 60 quilômetros por hora se necessário. Sua grande deficiência, no entanto, são os chutes em curva.

“Se (o jogador) puder dar chutes de mais de 120 quilômetros por hora e conseguir que a bola faça uma curva, então terá boas chances de derrotar Goalias”, comenta o professor Peter Göhner. Durante uma prova de fogo realizada na semana passada, duas jogadoras da seleção feminina da Alemanha conseguiram marcar gols, derrotando o até então invencível Goalias. E não poderia ser diferente. As alemãs são campeãs mundiais. Os criadores de Goalias continuam fazendo ajustes no goleiro para seu maior desafio: enfrentar, no futuro, os chutes do atacante do Stuttgart e da seleção alemã, Mario Gomez.
04 de junho, 2008 - 14h18 GMT (11h18 Brasília) Sergio Correa Da BBC Mundo